Gambiarra
A criatividade brasileira como prática de Design
Sumário de Gambiarra
Sumário
Introdução - Gambiarra como estratégia, Design enquanto fim
Capítulo 1 - Todo designer é um gambiarrista
Capítulo 2 - Fazer design, fazer trapaça
Capítulo 3 - Decolonizar o Design
Capítulo 4 - Design e tradição popular
Capítulo 5 - Design criativo no cotidiano
Capítulo 6 - Criatividade na escassez
Manifesto de Designers Gambiarristas
Informações técnicas de Gambiarra
Uma coletânea de ensaios sobre a criatividade brasileira como prática de Design, reunindo vozes que refletem sobre gambiarra, decolonialidade e resistência.
- Título
- Gambiarra
- Subtítulo
- A criatividade brasileira como prática de Design
- Autor
- Dani Amatte
- ISBN (físico)
- 978-65-83390-26-4
- Data de publicação
- 01 de junho de 2026
- Editora
- Editora Brauer
- Número de páginas
- 182
- Como citar (ABNT)
- MUNIZ, Ange. Gambiarra: A criatividade brasileira como prática de Design. Joinville: Editora Brauer, 2026.
Para quem é Gambiarra
- Lideres de Design
- Líderes e gestoras
- Redatores de UX
- UI Designers
- Gerentes de Produto
- Especialista em Design
- Designers de Produto
Quem escreveu Gambiarra
Estrutura de Gambiarra
Como o livro está dividido
Os textos aqui reunidos buscam discorrer e refletir sobre Design. Na primeira parte, Ange Muniz aborda conceitualmente Design e gambiarra. São mescladas referências do Design e da Antropologia para refletir sobre “a natureza de nosso ofício: criar coisas, alterar coisidades”. Entre estas “coisas” está o processo criativo e o mundo perceptivo de designers durante sua busca por solucionar problemas.
Na sequência, é a vez de Lavínia Magalhães trazer a discussão do eterno processo de tentar entender “o que é Design” e também se existiria um “Design espontâneo”, que nasce junto à cultura popular. O texto discute o “não lugar” comum ao Design e à cultura, e aponta a trapaça como artimanha, pois sempre haverá “um humano a trapacear, uma natureza a ser trapaceada, uma técnica/objeto como meio”. A autora aponta que essa discussão não impede a distinção entre o Design enquanto área e enquanto prática, mas compreende que praticar não se restringe a um padrão projetual-teórico.
Polliana Guimarães discute o Design a partir de perspectiva decolonial, investigando as raízes desse padrão e apontando o papel da área como resistência, ressaltando justamente que no Brasil a gambiarra “se destaca precisamente porque suas instabilidades e suas provisionalidades são sua maior riqueza”. Esse caráter agregador do Design passa a ver soluções vindas de saberes tradicionais e, portanto, fora da matriz colonial formadora de um “pensar Design”.
O capítulo seguinte apresenta uma reflexão das pesquisadoras Juliana Donato, Layane Araújo, Steffane Neves e do pesquisador Anderson Melo sobre a relação construída entre eles e a comunidade do Complexo Lagunar Mundaú-Manguabá, em Alagoas. No local, explorando o bordado filé e a pesca artesanal do sururu, há uma comunidade bastante tradicional que conta com a adaptação para a manutenção dessas atividades. O contato entre as pessoas pesquisadoras e comunidade aponta para um Design cuja prática projetual transcende a ideia de um processo exclusivamente técnico ou acadêmico, e aposta na troca entre atores para a melhoria contínua dos seus processos produtivos.
Ainda dentro dos estudos de caso, temos a contribuição de Genilda Alexandria e Ana Clara Siqueira com o seu “Casa fora da caixa”, em que o objetivo é investigar como o Design pode promover a autonomia criativa, mostrando que práticas aparentemente simples podem revelar processos complexos de adaptação, reinvenção e inovação. Este capítulo considera o Design não apenas como área técnica, mas como um campo de conhecimento que se conecta com as dinâmicas sociais, culturais e ambientais, desempenhando um papel fundamental no desenvolvimento de habilidades essenciais para a vida moderna.
Ainda discutindo Design e vida contemporânea, temos a contribuição das autoras Milena Bertulino da Silva e Mirelly Barbosa de Oliveira, bacharelandas em Design. Elas discutem as gambiarras que estudantes precisam fazer para acessar recursos e ferramentas de trabalho apesar da restrição orçamentária comum na graduação, e como isso pode ser entendido como uma camada a mais na construção de um Design periférico, talhado pelas apropriações e ressignificações.
Por fim, vem o “Manifesto de Designers Gambiarristas”, uma reflexão provocativa sobre o Design contemporâneo feito por pessoas que não se enquadram no paradigma vigente.
Buscamos instigar a mobilização de quem se identifica com a proposta a fim de construir um Design fincado na resistência e na cooperação.
Boa leitura!
