Qual o papel da liderança na criação da cultura de Design?

Você já parou para pensar sobre qual é a cultura da empresa na qual você trabalha, e qual a cultura de Design dentro dela? Isso está bem definido, ou são respostas difíceis de encontrar? Ao assumir a liderança de um time de Design, a cultura tanto do setor quanto da organização precisam estar claras para você. Se isso não está acontecendo, algo está errado!

Antes de tudo, precisamos definir o que é cultura organizacional. No livro Designer & Líder, publicado pela Brauer, Victor Zanini cita a obra Cultures and Organizations, de Geert Hofstede e Michael Minkov. Nele, cultura é definida como “um conjunto de valores e normas não escritas que determinam, para um grupo de pessoas, aquilo que é aceitável  e aquilo que não é aceitável”. São diretrizes que não são descritas, mas que orientam o que é certo e errado. 

Entendido isso, é preciso descobrir qual a cultura organizacional do ambiente em que você trabalha. Zanini propõe que você responda às seguintes perguntas pra começar a compreender o cenário:

  • Como você define a cultura da sua empresa? Você é capaz de falar sobre ela com facilidade? 

  • Existe alguma adaptação de comportamento, crença e atuação que você terá que fazer? Como você irá navegar dentro da empresa?

  • Existe choque de cultura? É o tipo de cultura que você gostaria de trabalhar? 

Um bom caminho para buscar as respostas é lendo sobre a missão, visão, valores e propósitos da empresa. “Entendê-los é o primeiro passo para conhecer e começar a mapear a cultura da organização”, pontua o autor. Outra sugestão é conversar com pessoas com mais tempo de empresa para entender como vêem essa questão. 

Como liderança de Design, você terá que posicionar essa área dentro da cultura organizacional. Mas é preciso conhecer antes de propor mudanças que podem criar um choque de cultura, afinal, “é comum novas estratégias falharem durante a implementação, porque quem está liderando o processo não conseguiu compreender como a empresa funciona”, alerta Zanini. 

Para alcançar a cultura de Design, você precisará determinar onde ela se enquadra nas seguintes dimensões: 

  • Pilar 1: Pessoas – Quem faz 

  • Pilar 2: Processos – Como faz

  • Pilar 3:  Experiências – O que entrega 

“Quando desenhei os pilares, eu estava em uma empresa que acreditou e investiu em Design. Ter o apoio da pessoa CEO é a primeira parte para que essa implementação aconteça”, conta o autor. “Com esses três pilares bem fundamentados e trabalhados, acredito que seja possível criar uma forte Cultura de Design. Mas lembre-se que não existe só a cultura de Design, existe o Design dentro de uma cultura”, completa Zanini.

Para saber mais sobre o desenvolvimento da cultura de Design, consulte livro Designer & Líder.

Como definir Personas e Proto personas: Humanizando Projetos de UX focados no Usuário

Quando um produto ou serviço está sendo desenvolvido, ele está sendo feito para alguém. Mas quem? Definir quem será o usuário é uma tarefa de UX designers. Aqui, vamos chamar esse público-alvo de personas e proto personas.

No livro Princípios de UX, publicado pela Brauer, Daniel Furtado explica que “no começo de um projeto, sempre há uma suposição de público”. Essa suposição parte do princípio de que é preciso ter uma ideia de quem irá usar e porquê.

Conforme o autor, “a persona é um artefato que se usa para divulgar informações sobre público internamente, dentro dos times, de forma que exista um alinhamento da informação”. 

Furtado explica que existem diferentes tipos de persona, mas uma “proto persona é construída com dados internos de uma empresa e a partir de suposições de público e usuários”

Nesta etapa, não é preciso ter certezas, mas também não se pode basear em achismos. “Estamos falando em suposições que devem ser embasadas em algo, seja uma conversa com stakeholder, ou com um vendedor que conhece o tipo de consumidor que atende e pode dar informações a respeito. Enfim, há algo em que essa suposição está apoiada”. 

Furtado explica ainda que a definição da persona não é algo vago. Não pode ser tipo: esse aplicativo é pra ser usado por um homem de meia idade. Isso não vai funcionar!

Pega a dica do autor: “Ao criar a proto persona, é como se fosse feita uma ficha com um nome, uma profissão, uma idade e qual o problema aquele suposto cliente tem. A gente costuma brincar que esse cliente não deve ser idealizado: ele deve ser o mais próximo possível do consumidor que existe, e não aquele que seria o ideal”. 

No livro UX Decodificado, também publicado pela Brauer, Rafael Burity e Rodrigo Lemes também entram nesse assunto e defendem que definir personas ajuda a humanizar o projeto e garantir que tenha foco em quem mais importa: o usuário. 

“Esse processo de conhecer e entender o usuário, suas demandas e seus contextos envolve pesquisas com usuários; definição das necessidades; uso de personas; etnografia; análise de tarefas; testes de usabilidade; documentação. A melhoria na entrega de um produto depende desses processos, desse conhecimento, da pesquisa e do entendimento de quem é esse usuário. Design é sobre entender pessoas, é sobre humanizar o projeto”, explicam os autores. 

Depois de definidas as personas, elas tornam-se aliadas no desenvolvimento do projeto. Por exemplo, na criação do mapa de empatia, como explica Furtado em Princípios de UX: “é uma ferramenta colaborativa que permite conhecer a fundo o público-alvo e se colocar no lugar de cada persona para identificar suas dores e necessidades. Mais do que dados pessoais e preferências, o modelo oferece uma visão real dos comportamentos, desejos e percepções do cliente”. 

Tudo isso é fundamental para minimizar as chances de erro no desenvolvimento de um produto ou serviço.

Pra saber mais sobre o assunto, beba direto na fonte! Os livros citados estão disponíveis no site da Brauer.

Como fazer pesquisas com usuários: O Papel Fundamental do UX na Criação de produtos digitais

Você já parou pra pensar como as decisões são tomadas na hora de se criar um aplicativo? Como as equipes sabem que as pessoas vão usar o celular na horizontal ou na vertical ao usar o serviço, se tocam na tela deslizando o dedo para cima ou para baixo ao usar uma rede social? Mais ainda: se aquele aplicativo é de fato útil e funciona como se espera? Nada disso é por acaso, e um passo fundamental na etapa de desenvolvimento de uma solução é a pesquisa com usuários. E, acredite: essa também é uma fundação de UX designers.

No livro UX Decodificado, publicado pela Brauer, Rafael Burity e Rodrigo Lemes explicam que “é preciso entender não só quais são os produtos que a pessoa faz uso durante o dia, mas como ela os usa. Essa é a dimensão que revela hábitos, ações, comportamentos em relação ao uso do produto”.  

Eles são bastante enfáticos: “Já foi o tempo em que o papel de designer era apenas projetar sistemas ou produtos que fossem meras listas de funcionalidades. Hoje, é preciso conectar as várias perspectivas: o que o usuário pensa, quais as suas crenças, o que sente, quais os seus desejos e frustrações, que serviços, produtos e marcas ele usa e o que faz com aquele produto”. E isso só se descobre por meio de pesquisas.

Elas servem para conhecer quem são os usuários, identificar seu perfil e descobrir do que realmente necessitam. “O que pensam, sentem, usam e fazem os usuários são as quatro perspectivas que devem ser mapeadas pelo olhar de UX. É nelas que estão as respostas sobre qual é a melhor experiência”, completam os autores.

Pesquisas bem feitas por UX designers capacitados para isso resultam em menos retoques e retrabalhos no produto final; refletem na reputação da empresa; geram menos risco de um projeto fugir do escopo; resultam em produtos e funcionários mais eficientes; e produtos mais competitivos.

Você pode estar pensando: ok, já entendi a importância. Mas como pesquisar?

No livro Princípios de UX, também publicado pela Brauer, Daniel Furtado dá o passo a passo de como fazer isso. Fizemos um resumão pra você:

  • Defina a pergunta-chave: “A primeira coisa a se pensar é o que será respondido com essa pesquisa”, ensina Furtado. Por exemplo: o que se quer descobrir é se as pessoas usam o celular na horizontal ou na vertical, ou clicam mais em um botão azul do que no botão vermelho, ou se um aplicativo para hospedagem de animais é mais útil do que outro que mostra como levar seu pet junto em uma viagem, etc.

  • Com quem pesquisar: Segundo Furtado, há três macroblocos de lugares onde podemos buscar informações antes de produzir um produto. O primeiro deles são os stakeholders, ou seja, os clientes internos, aqueles interessados no projeto. Uma segunda opção são as fontes de dados, que muitas vezes são descritas como fontes secundárias de dados, como informações vindas de outros projetos e que podem ajudar a construir um modelo mental que seja próximo do dos usuários. E, por fim, os próprios usuários, o que ocorre quando consumidores são envolvidos em questionamentos a respeito do que esperam, sobre o que entendem que aquele produto é ou, também, não é.

  • Modelo de pesquisa: Conforme o livro Princípios de UX, as pesquisas podem ser qualitativas ou quantitativas. “O uso delas vai depender dos objetivos e dados aos quais queremos chegar”, explica o autor. As pesquisas quantitativas são utilizadas quando se quer responder uma pergunta na qual há a necessidade de comparações claras entre as respostas dos usuários. Geralmente, essa comparação pode ser feita numericamente. Já a pesquisa qualitativa é um pouco mais profunda e, normalmente, envolve a necessidade de um bate-papo. Ela é utilizada quando queremos responder a perguntas sobre os hábitos e comportamentos dos usuários. Geralmente, as pesquisas qualitativas são orientadas à exploração de um assunto-base. “Exemplificando, é quando testamos se as atitudes informadas correspondem aos comportamentos. Nessa abordagem, existem perguntas para revelar atitudes e técnicas de verificação”. 

  • Pesquisa de campo ou exploratória: Ainda em relação ao usuário, é possível fazer pesquisas de campo, que significam conhecer realmente como as pessoas interagem com os produtos, serviços, etc. “Dessa forma, conseguimos entender de fato como é o comportamento do usuário”, pontua Furtado. Uma pesquisa com um produto digital, por exemplo, pode ser feita por meio de uma gravação de tela. Há também o tipo de pesquisa exploratória, que é um pouco mais aberta e busca comprovar uma hipótese que se tem.

Daniel Furtado fez a gentileza de mostrar, no livro, uma tabela sobre as diferenças entre as pesquisas quantitativas e qualitativas, quando e como usar cara uma:

PESQUISA QUANTITATIVA

  • Preferência por perguntas mais objetivas e fechadas;

  • Número alto de participantes, pois estatísticas precisam de uma grande amostra para serem confiáveis;

  • Pode ser feita de forma remota;

  • As respostas serão tabuladas e comparadas numericamente;

  • Pode-se usar ferramentas de análise diretamente nos acessos aos serviços. Por exemplo, o Google Analytics ou uma ferramenta que conte quantas pessoas entram em um restaurante;

  • É mais rápido extrair os dados;

  • Geralmente não é tendenciosa, porque os números “não deveriam mentir”.

PESQUISA QUALITATIVA

  • Preferência por perguntas abertas;

  • Número baixo de participantes;

  • Preferencialmente feita de forma presencial;

  • As respostas precisam ser analisadas para que sejam encontrados “blocos” de informações semelhantes;

  • Pode-se usar ferramentas de análises para ajudar na formulação das perguntas abertas. Por exemplo, perguntar para as pessoas o que elas “acharam” do restaurante ao final do serviço e pedir sugestões;

  • A extração dos dados é mais demorada;

  • Pode ser tendenciosa, uma vez que um pesquisador pode entender uma mesma resposta de forma diferente de outro.

Como fazer teste de usabilidade: Planejar, executar e analisar testes de usabilidade de forma eficaz

Se existe uma maneira eficaz para reduzir erros na hora de lançar um produto ou serviço, essa maneira é testar com qualidade antes daquilo ir para o mercado. Desenvolver e aplicar testes de usabilidade também é uma tarefa de UX designers. 

No livro Princípios de UX, publicado pela Brauer, Daniel Furtado explica que “o teste de usabilidade é um método de pesquisa bastante utilizado no UX Design e necessário para entender o comportamento do usuário final, enquanto ele interage com uma interface.” Os principais objetivos são identificar problemas, oportunidades de melhorias e entender o comportamento e preferências das pessoas envolvidas. 

“São estes testes que irão dizer o que há de errado com o projeto antes de levá-lo ao mercado”, resume Furtado.

No livro UX Decodificado, também publicado pela Brauer, Rafael Burity e Rodrigo Lemes falam da importância dos testes de usabilidade: “A entrega pode virar um produto ruim por falta de testes mais apurados de usabilidade, os quais, muitas vezes, são usados para descobrir problemas. É importante lembrar que a interface é importante e faz parte da experiência, mas os testes não podem ser negados e precisam também acontecer. Sempre que você mostrar o seu produto e pedir para alguém testar, você ganha uma oportunidade de melhoria”.

Por que testar?

Em Princípios de UX, Furtado defende que, em primeiro lugar, “é importante saber por qual motivo desejamos realizar um teste de usabilidade”. Ele dá como exemplo um controle remoto: “Uma empresa está reformulando o controle remoto de um modelo de ar-condicionado com a intenção de reduzir o uso de plástico, modernizar a operação do aparelho e focar em certas necessidades do produto. Então, ela quer descobrir se os clientes atualmente usam tais funções do controle remoto. O objetivo é compreender como as pessoas agem em relação à temperatura e à posição do vento”. 

Como testar?

Definida a resposta para a primeira pergunta, é preciso decidir que tipo de teste será feito: presencial ou online, moderado ou não moderado. Conforme Furtado, no teste moderado há um supervisor que explica o contexto e garante que o roteiro será seguido à risca. Esse roteiro precisa ser bem definido. “Nada do que é necessário saber ou responder a respeito do produto pode ficar de fora. Ele precisa delimitar as ações que serão feitas e que tipos de funcionalidades serão testadas, de forma que o objetivo seja alcançado”, explica o autor. 

Com quem testar?

O próximo passo é encontrar as pessoas certas para aplicar o teste. Furtado defende que “o ideal é que sejam pessoas derivadas da persona definida para o produto”. 

Pontos de atenção

Daniel Furtado defende que se deve evitar ao máximo remunerar os participantes da pesquisa. “Isso diminui as chances de que alguém possa entender a colaboração como uma prestação de serviços, o que envolve muitas esferas diferentes de legislação. O que se costuma indicar quando convidamos pessoas para um teste é bonificá-las ao final, com uma recompensa que pode ser algo muito simples, sem valor comercial”. 

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é outro ponto de atenção. “Por ser algo recente em sua implementação, merece cuidado redobrado, principalmente em relação à divulgação de dados dos participantes quando o teste é gravado e, por exemplo, no início se apresenta dizendo nome, endereço e outras informações pessoais. A recomendação nesses casos, inclusive, é de orientar o participante sobre a gravação e, se possível, iniciá-la após a apresentação”. 

Outros tipos de teste

Em Princípios de UX, são apresentadas outras formas de se testar um produto ou serviço que, inclusive, podem ser feitas remotamente. Uma delas é o teste A/B. “Esse é um tipo de ação em que se mede a performance de duas coisas e analisa-se qual delas funciona melhor. Esse teste é geralmente feito com produtos que já existem, principalmente porque exige um número grande de participantes na amostragem para que os resultados tenham relevância”, explica Furtado. 

Segundo o autor, o teste A/B é uma forma prática de verificar qual versão de uma determinada funcionalidade ou arranjo de layout de um produto tem uma performance melhor. Para isso, por exemplo, uma quantidade de pessoas faz uso da versão nova de um site, por exemplo, enquanto a mesma quantidade de pessoas segue navegando na antiga por um determinado tempo. Depois disso, analisamos os resultados e entendemos qual a melhor resposta. 

Como montar um portfolio para trabalhar com UX Design

Um grande desafio para quem pretende iniciar na carreira de UX Design é como preparar um portfólio atrativo para conquistar vagas na área. Já dissemos por aqui que não necessariamente é preciso ser designer ou entender de programação, por exemplo para trabalhar com UX. No entanto, experiências prévias nestas áreas podem fazer a diferença, principalmente na hora de apresentar suas habilidades a potenciais contratantes.

Se você já é designer

Se você já atua como designer, reúna no portfólio projetos que executou ou participou e que estejam relacionados com a experiência do usuário, como sites e aplicativos. O importante aqui é mostrar como você priorizou a experiência dos usuários nos projetos entregues.

Como fazer isso:

  • Mostre projetos onde você melhorou fluxos ou interfaces;

  • Explique como suas escolhas de design ajudaram a resolver problemas reais;

  • Conecte habilidades criativas ao propósito de UX.

Como afirma Victor Zanini no livro Além do Design, publicado pela Brauer:

“Operações Criativas, ou CreativeOps, otimizam práticas criativas nas organizações, muitas vezes conectadas ao Design Ops e ao Marketing. Identidade visual, ilustrações e animações são peças-chave para criar experiências impactantes.”

Se você já trabalhou com esse tipo de operação, lembre-se de destacar no portfólio como aquele projeto levou em conta UX em seu desenvolvimento.

Para quem vem de outras áreas

Se você trabalha ou já trabalhou com pesquisa, isso também pode e deve ser destacado, já que a função de researcher é uma das áreas importantes em UX. Se já desenvolveu textos para sites e aplicativos, também pode destacar essa atuação como aptidão para atuar como UX Writer.

O que destacar:

  • Experiência com pesquisa? Mostre como coletou, analisou e traduziu dados em insights úteis.

  • Já escreveu para sites ou aplicativos? Inclua textos que demonstrem clareza e empatia, atributos essenciais de um UX Writer.

  • Experiência em gestão ou planejamento? Use isso para demonstrar sua visão estratégica.

Mas se você ainda não tem experiência prática nesta área – está mudando de carreira e ainda estudando para ingressar no setor -, não se preocupe! Protótipos desenvolvidos durante o processo de aprendizagem também podem compor um portfólio atrativo. 

Para quem está começando

Lembre de incluir projetos que mostrem variedade de habilidades, como pesquisa, criação de personas, testes de usabilidade e design de interfaces. Dê destaque para o que for mais relevante para o tipo de vaga que você quer conquistar. Por exemplo: se a ideia for aplicar para uma oportunidade em uma startup que desenvolve aplicativos, foque seu portfólio em experiências com esse tipo de produto. E, se você não tem muitos projetos reais desenvolvidos, não se intimide! Inclua projetos fictícios, como redesigns ou estudos de caso que você criou por conta própria.

Dicas para iniciantes:

  • Crie um projeto fictício, como o redesign de um site conhecido;

  • Documente cada etapa: da pesquisa à entrega;

  • Mostre como você solucionaria problemas reais com criatividade e técnica.

Lembre-se de variar os tipos de habilidades que você destaca: pesquisa, personas, wireframes, testes de usabilidade, prototipagem e design de interface são todos bem-vindos.

Um portfólio que fala por você

Uma dica é se dedicar a elaborar um portfólio não muito longo e bastante visual, que conquiste o olhar de recrutadores logo de cara. Mostre resultados e, depois, o processo que levou até eles. O próprio portfólio deve demonstrar suas habilidades em UX. Use uma navegação intuitiva, com hierarquia visual clara, consistência no uso de cores, tipografia e identidade visual.

Elementos indispensáveis:

  • Visual atrativo: Um design limpo, com hierarquia clara e consistência visual.

  • Navegação intuitiva: Reflita os princípios de UX em cada detalhe.

  • História convincente: Comece pelos resultados mais impactantes e, depois, conte como você os alcançou.

 Não esqueça de dedicar um espaço para falar sobre você, contar brevemente sua trajetória, experiências que o qualificam para a vaga e ferramentas que domina.

Como Se Tornar Líder em Design: Habilidades, Desafios e um Método em 3 Etapas

É muito comum que profissionais que atuam há bastante tempo na área de Design queiram deixar de lado atividades operacionais e se dedicar à liderança de equipes. Isso pode ter relação com perfil profissional e ambições pessoais. No livro Designer & Líder, publicado pela Brauer, Victor Zanini trata de como assumir a liderança de times de Design, habilidades necessárias e também de desafios que estes profissionais passam a enfrentar nesta função. 

Mas vamos por partes!

Antes de tudo, Zanini sugere que você reflita sobre as motivações para querer assumir a liderança de uma equipe. Muitas pessoas esperam que, se tornando líderes, crescerão na carreira e terão salários melhores. “Com essa oportunidade em mãos, partem para o ataque mesmo sem saber o que fazer primeiro”, conta o autor. E aí as coisas podem se complicar. 

“Por isso, é importante refletir sobre o que queremos, onde estamos e para onde vamos”, pontua Zanini. Para ajudar, o autor preparou um exercício dividido em três partes. Agora, sua tarefa é pegar um papel, uma caneta, e responder às seguintes perguntas: 

Parte 1: 

  • Por que você quer ser líder? 

  • O que você vai ganhar virando líder? 

  • O que você vai perder?  

Parte 2:

  • O que você menos gosta em sua liderança atual?

  • Como você pode ajudá-la a fazer diferente? 

Parte 3:

  • Quais são suas referências em liderança? 

  • Onde você quer estar daqui a cinco anos? 

Zanini separou as perguntas nestes três blocos porque, assim, é possível ter melhor entendimento sobre os caminhos da liderança: “As três primeiras perguntas falam sobre você com você; as perguntas quatro e cinco falam sobre você com gestão; as duas últimas falam sobre você com o futuro”.

Habilidades necessárias

Questões respondidas, é preciso pensar em outros aspectos. Um deles é o que é preciso para se tornar uma liderança nesta área. “Ser um líder de Design não é apenas ser excelente tecnicamente; é também sobre gestão de pessoas, administração de recursos e tomada de decisões estratégicas. Estas são habilidades que, na maioria das vezes, não são visíveis em um portfólio”, diz o livro Designer & Líder

Zanini acrescenta que “muitas pessoas sentem-se atraídas pela ideia de liderança porque querem fazer a diferença, impulsionar mudanças e inspirar os outros. No entanto, a gestão também envolve uma série de tarefas que podem ser menos inspiradoras, mas igualmente importantes, como alocar recursos, tomar decisões e resolver conflitos dentro da equipe”.

Você está preparado ou preparada para isso?

Como chegar lá

Com uma carreira voltada para a gestão de pessoas e organizações de Design, Victor Zanini é formado em Psicologia e tem pós-graduações em Design e Gestão de Negócios. É professor das disciplinas de Design Ops, Design System e Liderança, com atuação na PUC Minas. Tem passagem por empresas como Conta Azul, iFood e Grupo Boticário. Além da liderança, sua especialidade está em DesignOps, com um enfoque em cultura organizacional e gestão de processos. 

A partir desta experiência, Zanini compartilha, em Designer & Líder, um método de três etapas que tem empregado para orientar pessoas interessadas em seguir uma trajetória de liderança. “São três passos essenciais não apenas para o desenvolvimento profissional, mas também para exercer a liderança de forma intencional”, ele explica.

  1. Influência técnica: O primeiro passo envolve estabelecer-se como uma autoridade técnica. Isso não significa apenas ser bom no que faz, mas também ser capaz de influenciar outros com seu conhecimento e habilidades;

  2. Acting As (Agindo Como): Nesta etapa, você começa a assumir responsabilidades de liderança mesmo antes de ter o título oficial. Isso pode envolver a orientação de membros mais novos na equipe, tomando a iniciativa em projetos e demonstrando habilidades de gestão;

  3. Promoção: Este é o passo final, no qual você se move oficialmente para um papel de liderança. É o reconhecimento formal do seu crescimento e capacidade de gerenciar e liderar uma equipe.

O passo a passo está aqui! Para saber mais, consulte os livros Designer & Líder e Além do Design, ambos de Victor Zanini.

Dicas sobre a carreira em UX Design: Como Construir Sucesso com Habilidades Técnicas e Relacionais

É possível, e bastante promissor no cenário atual, seguir uma carreira de sucesso na área de UX Design. É o que afirma o designer Daniel Furtado, autor do livro Princípios de UX, publicado pela Brauer. Furtado é professor, criador de conteúdo, empreendedor, trabalhou como head de Produto e Design e tem mais de 25 anos de experiência na área de produtos digitais. É professor no Instituto Europeu de Design e USP-ESALQ em disciplinas introdutórias de UX. Em 2016, criou o canal UXNOW, pioneiro na divulgação do tema no Brasil. No livro, ele conta: “Sempre questionam se o UX pode ser encarado como uma profissão. Claro que sim! Afinal, as pessoas querem cada vez melhores experiências, querem ter satisfação, e para isso será necessário ter profissionais de diversos departamentos envolvidos”.

 Mas será que é preciso fazer cursos para aprender mais sobre essa carreira específica? Furtado explica: “UX tem dois tipos de profissionais. Um deles é o generalista, aquele que vai trabalhar com vários aspectos da experiência, mas, diferente do que parece, não de maneira rasa: ele se aprofunda em todos os aspectos. Também existe o especialista, alguém que entende muito sobre um determinado assunto, por exemplo, um ótimo especialista em realizar entrevistas ou em criar wireframes, medições. Então, se a pessoa entende que gosta de uma área, que quer aprender mais sobre ela e se sente confortável em estudar algo bastante específico, vale o empenho de realizar cursos, graduações, enfim, se aprofundar ao máximo, principalmente se for no início da carreira”.

Mas ele alerta: “O que não pode acontecer é cometer o erro de achar que conseguirá se aprofundar em muitas coisas de uma única vez porque o que vai acontecer, na verdade, é tornar-se um especialista em nada”. 

Furtado também conta que as empresas que buscam profissionais para UX esperam que tenham conhecimento sobre Design e, preferencialmente, sejam designers. “É comum notar que, quando a posição não pede um designer, as empresas e recrutadores costumam especificar isso incluindo o termo researcher, que em português quer dizer pesquisador”. A dica de Furtado é que o profissional que não entende sobre Design, mas tem experiência fazendo pesquisas, use essa habilidade a seu favor ao buscar ingressar e trilhar uma carreira na área de UX. 

Bruno Duarte, autor de Enterprise UX Design, livro que será publicado pela Brauer, também dá dicas sobre como conquistar uma carreira de sucesso na área. Duarte tem vasta experiência no desenvolvimento de produtos de plataforma e ecossistemas digitais para o mercado B2B. Formado em Comunicação Social e pós-graduado em Design de Interação, ele fez carreira em empresas nacionais e internacionais como Philips, Senior Sistemas, Farfetch (Portugal/UK) e mais recentemente Learn Upon (Irlanda). Atuou durante seis anos como líder local em dois capítulos do IxDA no Brasil e mentorou designers através de plataformas como Aela e ADPlist.

No livro, Duarte defende que “uma boa parte do trabalho como UX designer se concentra em absorver conhecimento de outras pessoas. Estar em constante contato com os principais stakeholders garantirá que você fique por dentro das principais decisões de negócio, restrições e potenciais caminhos de inovação”. 

Para ele, “conhecer cedo as diferentes esferas de influência ao qual seu trabalho será submetido aumentará sua percepção sobre quem é quem no negócio e quem pode influenciar ou não uma decisão de Design”.

Duarte dá uma dica importante: “Uma prática simples, mas muito eficiente, é navegar pelo organograma da empresa. Conheça quem é o chefe do seu chefe, e quais são as pessoas-chave que influenciam as decisões dele e do produto”. 

Neste sentido, ele defende que designers precisam desenvolver uma série de competências funcionais que vão além da técnica. “Assim como a liderança, boa articulação, bom relacionamento e comunicação são habilidades inerentes a um bom político, penso que o mesmo é válido para bons designers. Em ambientes complexos, liderar não é uma opção, e saber navegar entre complexidades e ambiguidades com confiança e segurança pode ser a diferença entre o sucesso e a mediocridade”. 

O profissional aponta ainda que “a comunicação talvez seja a mais importante para o dia a dia de UX designers”.

Processo de Contratação no Design: Contratar e Formar Equipes de Design

Existem desafios que fazem parte da rotina da pessoa que exerce a liderança de equipes em qualquer empresa, e no Design não é diferente: a gestão de pessoas é um deles. Uma das grandes perguntas de quem lidera times é como fazer as contratações corretas. Isso vale, também, para a contratação de designers para atuar no seu time.

No livro Designer & Líder, publicado pela Brauer, Victor Zanini dedica um capítulo inteiro ao processo de contratação. “Um processo de contratação vencedor inicia com uma boa descrição de vaga. Primeiro porque a descrição é o contato inicial da pessoa com a empresa, segundo porque você já terá uma ideia mais clara do perfil que está buscando e poderá deixar claro o que se espera da pessoa candidata”, aponta o autor.

Zanini dá uma dica: converse com as pessoas que irão trabalhar com o profissional a ser contratado para entender melhor sobre o dia a dia e citar essas informações na descrição. 

Neste documento, inclua os conhecimentos desejados, como, por exemplo, formação em Design ou áreas similares; conhecimento em experiência do usuário e Design Thinking; técnicas de facilitação de dinâmicas; habilidade de prototipar com bibliotecas de componentes; etc. 

A descrição deve exibir também as habilidades desejadas, que podem ser: tomar decisões baseadas em dados (quantitativos e qualitativos) e utilizar métodos, teorias e ferramentas de Design como apoio; saber interpretar resultados de pesquisa para propor soluções; interagir com clientes e contribuir com insights nas definições de produto; entre outras.

Também é importante incluir as atitudes desejadas. Nelas, você vai descrever o perfil comportamental do profissional que procura, por exemplo: ser uma pessoa proativa; ter habilidade para navegar em ambientes de alta complexidade e sistêmicos; ser comunicativo e trabalhar bem em grupos multidisciplinares; ser capaz de aprender novas ferramentas.

Por fim, liste as principais atividades que serão realizadas pela pessoa depois da contratação. “Detalhe o que a pessoa precisará fazer de fato no dia a dia”, explica Zanini. Alguns exemplos são: aplicar métodos de validação como testes de usabilidade presenciais e remotos; facilitar dinâmicas com parceiros e clientes para coletar feedbacks sobre a evolução dos produtos; criar protótipos de média e alta fidelidade utilizando nosso Design System como principal ferramenta de trabalho; etc.

Etapas de contratação

Vaga desenhada, é hora de iniciar a divulgação e, a partir do recebimento de currículos e portfólios de profissionais interessados, começar a seguir as etapas de contratação. Em Designer & Líder, Zanini sugere o seguinte processo: 

  • Entrevistas; 

  • Desafio de Design (avaliação técnica);

  • Conversas com o time;

  • Consenso final.

Nestas etapas, fica evidente que a contratação não é responsabilidade apenas da liderança: você precisará de um time envolvido no processo. “Determine quem irá participar do processo e as responsabilidades de cada um”, aponta o autor. Alguns profissionais que devem ser envolvidos são: líder da vaga; profissional de Recursos Humanos (RH); par de produto; par designer.

“Mapear quem irá participar  do processo vai te ajudar a entender onde cada pessoa será envolvida e qual a sua expectativa com cada uma. Além disso, é importante deixar claro o poder de influência de cada pessoa em sua decisão”, completa o autor. 

Além do capítulo dedicado ao processo de contratação, o livro Designer & Líder também trata de outro fundamento da liderança em Design: a formação de times. Acesse a obra para saber mais! 

O que é UX Design? Entenda a Cultura, os Conceitos e o Papel do Designer

Se você chegou neste texto, é porque já ouviu esse termo por aí e quer entender mais sobre o assunto. A gente sabe que é mais fácil ir direto ao ponto, mas, acredite: pra entender o que é UX Design você precisa, primeiro, saber o que ele NÃO É!

Foi isso que Daniel Furtado fez no livro Princípios de UX, publicado pela Brauer: “UX não é programação, nem design de telas ou uma ferramenta específica. Não é algo que se compra e instala, nem um departamento, um curso ou um botão do Photoshop. UX também não é um preço mais barato de um produto ou uma promoção do tipo leve dois e pague um.

UX é tudo isso!

Daniel complementa explicando que UX é o aspecto inteiro da experiência de alguém com um produto. Profissionais de Design, nesta área, têm papel fundamental, porque atuam em todas as áreas na elaboração de um produto ou serviço, desde as pesquisas para seu desenvolvimento, passando pela prototipagem, testes e aplicação, além das iterações e atualizações para garantir a melhor experiência do usuário.

“Essa experiência começa a partir do momento em que esse usuário ouve falar sobre esse produto, e continua quando ele pega o objeto pela primeira vez, abre a caixa e retira o produto de lá de dentro para ver como realmente é. Segue ainda quando a pessoa nota que o produto já vem com bateria – nos casos digitais – ou com um pequeno e simples manual. Tudo isso compõe a experiência”, explica Furtado.

Em Princípios de UX, ele dá ainda uma série de exemplos sobre como essa experiência acontece, que vêm lá da Grécia antiga até a atualidade, com o iPhone! 

Rafael Burity e Rodrigo Lemes também se dedicaram a contar a história do termo User Experience (UX) no livro UX Decodificado, publicado pela Brauer. Se você já se iniciou nas leituras e pesquisas sobre Design, com certeza já encontrou por aí o nome de Donald Norman (se ainda não conhece, esses dois livros contam bem a história dele). 

De onde surgiu o termo UX?

O termo UX foi popularizado por esse cara que, na época, trabalhava na Apple e queria “tangibilizar uma sensação”: “Estou produzindo algo que não é só esse algo. O que queremos oferecer não é o sistema operacional que estamos projetando, mas sim a experiência possível com o uso do sistema, o que ele pode proporcionar ao usuário”.

Burity e Lemes explicam que UX é o conjunto de elementos e fatores relativos à interação do usuário com um determinado produto, sistema ou serviço, e a percepção (positiva ou negativa) que se tem nessa interação. 

Por isso, envolve não somente aspectos relacionados ao Design — como hardware, software, interface, usabilidade, facilidade de busca, etc —, mas também os aspectos afetivos e experienciais da Interação Humano-Computador. “Não é mais possível falar em serviço ou produto digital sem falar em UX e em como trazer experiências boas e funcionais para as pessoas. A experiência é quem vai ditar o melhor uso possível da ferramenta, do sistema, da tecnologia”, dizem os autores.

Então, a gente pode entender que UX Design não é apenas criar aplicativos, websites ou qualquer produto físico: é uma forma de pensar e de fazer. “É uma cultura puxada por comportamentos, ações e estratégias!”, os autores resumem.

É importante entender também que UX Design não é somente uma profissão, e sim um modelo mental, uma perspectiva, um novo modo de abordar uma questão, de se pensar centrado no ser humano. UX é uma cultura, e designers passam a ser responsáveis pela construção dessa cultura, com foco nas pessoas, dentro das empresas

Como começar em UX Design: Oportunidades e Habilidades Essenciais

Você não precisa ser um profissional vindo especificamente da área de Design ou de desenvolvimento para começar a atuar com UX Design, apesar de os conhecimentos nessas áreas serem desejáveis, obviamente. Também não precisa, obrigatoriamente, saber programar, apesar de essa habilidade ser um diferencial, em alguns casos. 

UX é uma área transversal dentro de muitas empresas. No livro UX Decodificado, Rafael Burity e Rodrigo Lemes explicam que UX designers usam recursos não só do Design, mas também da Comunicação, Psicologia, Ciência da Computação, conectando diferentes áreas profissionais. 

“A gente pode dizer que esse profissional leva em conta não só os testes de usabilidade de um produto, mas empatia, consciência de diversidade, estudos comportamentais, e por aí vai. Tudo para construir soluções eficientes e eficazes”, eles explicam.

E completam: “Na Era Digital, é importante ter profissionais que já estejam preparados para a transformação que o mercado está enfrentando. As pessoas estão mais independentes e confiantes em operar tecnologia e têm procurado por facilidade e eficiência nas suas interações. Não basta apenas designs bonitos, com estética atraente e impecável. É preciso muito mais. Precisamos levá-las a concluir as tarefas necessárias ao começar a interação, tendo desejado ou não por elas. Profissionais que querem atuar na área de UX Design precisam de novos conhecimentos para atender essas novas necessidades”.

Para se preparar para esse mercado, busque conhecimento! Há diferentes opções de cursos, programas de mentorias e livros que podem ajudar a ingressar nesta área, como os publicados pela Editora Brauer, por exemplo. Em cursos, você pode começar a criar um portfólio atrativo e apresentar a empresas para ingressar nessa área. Mentorias também são um bom caminho para essa colocação profissional.

No livro Enterprise UX Design, Bruno Duarte explica que “a indústria de software pode parecer um bicho de sete cabeças para designers em início de carreira. Entretanto, também pode ser desafiante para profissionais experientes, mas que chegaram ao UX vindos de outras profissões, como Design Gráfico, Arquitetura ou Jornalismo, ou também de carreiras criativas pregressas em direção de arte ou fotografia, por exemplo”. Ele sugere que bons designers precisam, primeiro, perceber o contexto onde a ação é executada e as minúcias e objetivos do negócio. 

No livro Transformação dos negócios através do Design, Érico Fileno apresenta três papeis que designers podem desempenhar. Entre eles estão: pesquisadores, estrategistas e facilitadores. 

Burity e Lemes, em UX Decodificado, abordam ainda outras funções: “Experiência do Cliente, User Experience, Design de Interação e UX Design são termos cada vez mais comuns e que compõem um mercado que está ganhando espaço e força. Assim, as empresas — de todos os portes e dos mais variados segmentos — têm voltado a atenção às profissões dessas áreas e entendido sua grande importância nos negócios. Há uma forte demanda por designers de Experiência, UX Writers e pesquisadores de UX. Equipes têm sido construídas sob o olhar do UX Design, novas lideranças têm surgido, e um leque amplo de carreiras e diversas possibilidades de trabalho incrementam o mercado”. 

Para eles, há uma grande oportunidade no campo do UX Design, tanto para novatos quanto para profissionais em transição de carreira. 

Burity e Lemes também dão uma lista, no livro, de conteúdos que podem ajudar quem está começando. Confira alguns deles:

Escolas e Associações

Artigos e outros textos